Aliciamento e contatos de risco: confiança não deve exigir segredo

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Diálogo, privacidade, limites e proteção infantil

Aliciamento e contatos de risco: confiança não deve exigir segredo

Orientação preventiva para reconhecer possíveis sinais de contato inadequado sem culpabilizar a criança, expor conteúdo sensível ou improvisar investigação.

Família acompanhando jogos, conversas e contatos online em ambiente digital protegido.
01Crie diálogo frequente para que pedidos de segredo ou contato estranho possam ser contados sem medo.
02Revise privacidade, listas de contatos, mensagens diretas e recursos de chat conforme idade e maturidade.
03Explique que foto, voz, escola, rotina e localização podem revelar mais do que parece.
04Observe mudanças de contexto sem concluir culpa, crime ou identidade apenas por um sinal.
05Quando houver risco concreto, use a rede oficial de proteção adequada e evite investigações improvisadas.

Contato de risco pode começar parecendo amizade

Pessoas mal-intencionadas podem tentar construir confiança usando afinidades, elogios, presentes digitais, ajuda em jogos ou promessas de oportunidade. Esses comportamentos também podem ocorrer em relações legítimas, por isso não devem ser tratados isoladamente como prova. A prevenção está em reduzir exposição, fortalecer o diálogo e ensinar limites claros para contatos online.

Pedido de segredoA conversa tenta afastar pais, responsáveis, professores ou pessoas de confiança.
Migração de canalO contato pressiona para sair de jogo, escola ou rede moderada e ir para conversa privada.
Presentes e dependênciaCréditos, skins, recargas ou favores podem ser usados para criar obrigação emocional.
Pressão por intimidadePedidos de foto, vídeo, localização, encontro ou prova de confiança exigem atenção e acolhimento.

Prevenção que não depende de vigilância escondida

  1. Combinar limites.Defina com a criança quais informações não devem ser compartilhadas e quem pode entrar em contato.
  2. Conhecer os ambientes.Verifique se jogos e aplicativos possuem chat, mensagens privadas, áudio, vídeo e compras.
  3. Manter uma rota de confiança.A criança precisa saber que pode pedir ajuda sem perder automaticamente o acesso à tecnologia.
  4. Evitar confronto improvisado.Responder ao suspeito ou tentar marcar encontro pode ampliar riscos e prejudicar a atuação oficial.
  5. Escolher o canal adequado.Plataforma, escola, Conselho Tutelar, Disque 100 ou autoridade policial podem ter papéis diferentes.

Quando já existe uma preocupação

As circunstâncias precisam ser avaliadas individualmente. Em geral, pode ser útil preservar nomes de perfil, links, datas e mensagens já disponíveis, sem encaminhar imagens íntimas nem ampliar sua circulação. A pessoa afetada deve ser acolhida e protegida de culpa. Em ameaça, exploração sexual, extorsão, tentativa de encontro ou risco físico, procure os canais oficiais e a rede de proteção.

Plataforma

Pode restringir contato, preservar protocolos e analisar conta ou conteúdo conforme suas regras.

Disque 100

Recebe e encaminha denúncias de violações de direitos humanos, incluindo situações envolvendo crianças e adolescentes.

Polícia e PF

Podem ser canais adequados em situações criminosas, conforme competência e local do fato.

Escola e rede local

Podem apoiar acolhimento, proteção e encaminhamento quando a situação envolve comunidade escolar.

Referências oficiais clicáveis